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Dados da educação: 35% dos estudantes estão devendo às instituições de ensino superior

Grupo de estudantes em biblioteca universitária estudando juntos em frente a um laptop — imagem que representa a colaboração e o aprendizado nas instituições de ensino superior.

O número é expressivo e traz um alerta importante para quem lidera o setor educacional no Brasil: 35% dos estudantes de ensino superior estão com mensalidades em atraso.O dado, divulgado recentemente pelo Correio Braziliense, reflete uma realidade que afeta diretamente o fluxo financeiro, o planejamento e até a sustentabilidade das instituições de ensino superior.


Mas o que está por trás desse cenário? E o que gestores e líderes podem fazer para transformar esse desafio em oportunidade?


Neste artigo, reunimos dados, análises e perguntas que ajudam a entender — e agir — sobre esse tema que toca o coração da gestão educacional.


Por que o número de inadimplentes cresceu nas instituições de ensino superior?


O aumento da inadimplência é resultado de uma combinação de fatores econômicos e sociais.De um lado, há a desaceleração da renda média das famílias brasileiras, ainda pressionadas pelos efeitos da inflação e do endividamento recorde — em setembro de 2025, mais de 77% das famílias estavam endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC).De outro, o aumento no custo de vida, que impacta especialmente jovens e adultos que precisam equilibrar estudos, trabalho e responsabilidades financeiras.


De acordo com o Correio Braziliense, a média nacional mostra que mais de um terço dos universitários estão com parcelas atrasadas há pelo menos dois meses, e em algumas regiões, como o Nordeste, esse número ultrapassa 40%.O Semesp (Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior) complementa: a taxa de inadimplência no ensino superior privado saltou de 27% em 2021 para cerca de 35% em 2024, e o crescimento da evasão é diretamente proporcional.


Quais são os impactos diretos dessa inadimplência para as instituições de ensino superior?


Para quem está à frente da gestão financeira e acadêmica, o impacto é duplo: fluxo de caixa comprometido e risco maior de evasão.Mensalidades atrasadas reduzem a previsibilidade de receita e forçam ajustes constantes no orçamento — o que, em muitos casos, limita investimentos em inovação, tecnologia e qualificação docente.


Segundo levantamento do Instituto Semesp, cada ponto percentual de inadimplência pode representar até 1% de perda anual de margem operacional nas instituições de ensino superior privadas.E quando o ciclo de inadimplência se prolonga, o efeito se espalha: aumentam os custos de cobrança, o desgaste das equipes e, principalmente, a chance de o aluno abandonar o curso.


Por que o aluno atrasa o pagamento? É apenas uma questão financeira?


Nem sempre. Pesquisas do Inep e do Datafolha Educação mostram que motivos emocionais e de pertencimento também influenciam a decisão do estudante de continuar pagando ou não.Quando o aluno não se sente parte da instituição, ou não percebe o valor da formação em relação ao investimento, o risco de inadimplência cresce.


Além disso, há um novo comportamento: os estudantes estão mais sensíveis a modelos de pagamento flexíveis e experiências digitais.Eles buscam o mesmo tipo de facilidade que encontram em outros setores — como assinaturas, parcelamentos longos e opções de renegociação simples, via WhatsApp ou aplicativos.


Ou seja, não se trata apenas de cobrar melhor, mas de comunicar valor e oferecer experiência. A inadimplência é, em parte, um sinal de desconexão entre o modelo tradicional de cobrança e o perfil atual do estudante.


Como a inadimplência afeta o aprendizado e a permanência dos alunos?


De forma profunda.A inadimplência, quando não gerida com empatia e estratégia, pode transformar o ambiente acadêmico em um espaço de ansiedade.Alunos que enfrentam dificuldades financeiras muitas vezes evitam procurar ajuda, acumulam dívidas e, por vergonha, acabam abandonando o curso.


Um levantamento feito pela Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) em 2024 mostrou que 61% dos estudantes que desistiram da graduação citaram questões financeiras como principal motivo.Isso reforça a necessidade de políticas institucionais que unam empatia, tecnologia e flexibilidade para manter o vínculo entre estudante e instituição.


Há diferenças entre tipos de instituições de ensino superior?


Sim. Nas instituições de grande porte, com gestão financeira estruturada, há mais ferramentas para negociação e prevenção.Já as instituições de médio e pequeno porte, especialmente fora dos grandes centros, ainda enfrentam barreiras tecnológicas e operacionais para acompanhar os atrasos em tempo real.


O Censo da Educação Superior 2023 apontou que mais de 75% das faculdades privadas do país têm menos de 3 mil alunos matriculados — e muitas delas ainda operam com processos de cobrança manuais, planilhas e sistemas que não conversam entre si.Esse cenário dificulta o planejamento e aumenta o risco de perder alunos por inadimplência ou falhas de comunicação.


O que as instituições de ensino superior podem fazer agora?


A boa notícia é que há caminhos possíveis — e cada vez mais acessíveis.Algumas estratégias que vêm ganhando destaque incluem:


  • Automatização de processos financeiros: integrar sistemas de cobrança, pagamentos e comunicação em uma mesma plataforma.


  • Análise de dados e predição de risco: usar inteligência artificial para identificar comportamentos de risco e agir preventivamente.


  • Programas de renegociação contínua: transformar o “cobrar depois” em “acompanhar sempre”, com empatia e transparência.


  • Modelos de pagamento flexíveis: oferecer opções de parcelamento e financiamento estudantil direto na matrícula.


  • Educação financeira para estudantes: promover campanhas internas que ensinem o aluno a gerir melhor seu orçamento e entender o valor do investimento em educação.


Essas ações não apenas reduzem a inadimplência, mas fortalecem o vínculo de confiança entre o estudante e a instituição — um ativo essencial para o crescimento sustentável.


Como os dados podem guiar decisões mais inteligentes no setor educacional?


O dado é a nova bússola da educação.Ele permite entender padrões de comportamento, prever quedas de receita e desenhar soluções sob medida.Por exemplo, cruzar informações de frequência, notas e histórico de pagamentos pode ajudar a identificar estudantes com alto risco de evasão antes que a inadimplência aconteça.


O desafio, no entanto, é transformar dados em ação.Segundo o Mapa do Ensino Superior 2024, publicado pelo Semesp, apenas 38% das instituições de ensino superior utilizam dados financeiros e acadêmicos de forma integrada.Isso mostra que ainda há espaço — e urgência — para amadurecer a cultura de gestão baseada em informação.


Qual é o futuro das instituições de ensino superior diante desse cenário?


O futuro passa pela capacidade de se reinventar.O ensino superior privado brasileiro está diante de uma oportunidade rara: usar tecnologia e novos modelos financeiros para liberar tempo, caixa e energia para o que realmente importa — o aprendizado.


As instituições que olham para o aluno como parceiro e não apenas como pagador tendem a prosperar.E as que tratam a inadimplência como dado estratégico, e não apenas problema, serão as que definirão o novo padrão de eficiência no setor.


Como mostra o Semesp, o número de alunos matriculados em cursos híbridos e EAD deve ultrapassar 70% do total até 2026, ampliando a competição e exigindo uma gestão cada vez mais ágil, inteligente e próxima.


E onde entra a parceria na solução desse desafio?


Homem confiante de terno diante de fundo azul com a frase “Reduza os custos operacionais enquanto recuperamos sua inadimplência” — campanha da Principia para instituições de ensino superior.

Toda mudança real começa com uma parceria verdadeira.O mercado educacional precisa de aliados que entendam o contexto das instituições, assumam riscos juntos e ofereçam soluções que gerem previsibilidade, eficiência e prosperidade.


É aqui que entra o papel da Principia.Mais do que uma empresa de soluções financeiras, a Principia é uma parceira das instituições de ensino que acredita que o conhecimento não tem limites — e que o futuro da educação se constrói com confiança, inovação e colaboração.


Afinal, se o aprendizado é infinito, a parceria também precisa ser.E é do princípio ao fim que a Principia caminha ao lado de quem faz a educação acontecer — para que cada instituição tenha mais liberdade para crescer, e cada estudante, mais chances de realizar seus planos.


Conclusão


Os dados mostram uma realidade desafiadora, mas também uma oportunidade clara: repensar a forma como as instituições de ensino superior se relacionam com seus alunos e com sua própria gestão financeira. Ao transformar números em decisões e inadimplência em inovação, o setor pode não apenas equilibrar contas, mas abrir caminho para uma nova era da educação — mais humana, inteligente e sustentável.


E essa mudança começa agora.

 
 
 

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